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domingo, abril 20, 2008

BANHADA! (continuação)

(*) - Sei bem do que falo.

Um verdadeiro sucesso!
Multidões de pessoas de cá para a M$.
Multidão de técnicos da M$ de lá para cá.
Primeiras páginas dos jornais açorianos a, tristemente dizia eu e mais uns poucos, anunciar os "técnicos" que iam à M$ assim como dos "técnicos" da M$ que vinham cá.
Quatro anos depois e muitos €€€ subtraídos ao depauperado bolso dos açorianos e para quê!?
Um ano depois, 2005, e já se falava numa nova tecnologia que "agora sim".
Dois anos mais tarde, com as "Escolas Digitais", uma nova tecnologia que "agora é que vai ser"...;
No ano passado mais uma achega e uma nova tecnologia e "já sabem o resto da história não sabem"?
Em tudo isto o único factor comum é a omnipresença da M$ a não cumprir com aquilo que prometeu e sempre a impor novidades que continuarão a não resolver e que por sua vez lá vão dar cabo de mais um grande bocado da qualidade de vida dos açorianos.

Não sabem do que falo, pois não?
Então considerem por exemplo esta fantástica página de propaganda e tirem as conclusões acerca do destino de tão inovadora realidade tecnológica.
De seguida meditem bem no "Tecnologia Microsoft" que se encontra em todas as páginas.
Também poderão constatar que nalgumas escolas até existe alguma actividade. Não passam de links mas mesmo assim sempre é alguma coisa. Numa das escolas, EBS da Madalena - Pico, tem lá um link que até dá para uma (raríssima) página bem catita e actualizada.
oooppppsss, Joomla!?
Ai isso não é da M$ e ainda por cima é Software Livre e Aberto!?

No fundo, o que a M$ fez, e anda a fazer, é vender lixo e, de seguida, vende novo lixo para disfarçar o mau cheiro do anterior. Contabilizando, tudo isto dá um grande monte de lixo a peso de ouro ou seja, a pedra filosofal com a marca da M$ (também deve ter a patente da transformação de lixo em ouro...)

Infelizmente, eis mais uma diferença entre os políticos portugueses e os britânicos-
- Eles sabem quando dizer - BASTA!
É pena porque o povo continua a pagar uma factura apenas porque certos governantes não sabem, ou não querem saber, quando chega esse momento. Não só não sabem como não cumprem com aquilo que prometem especialmente no tocante à utilização de Software Livre e Aberto na Função Pública.

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

CLASS SERVER

Em atenção ao amável anónimo que gosta de se divertir, aqui vai uma história que espelha exactamente aquilo que a M$ é capaz de fazer por este país à beira mar plantado. Bem neste caso não é à beira mar mas sim no meio do mar.

"
O Class Server é uma plataforma inovadora de gestão de aprendizagem que possibilita a realização de actividades lectivas em rede e a interacção pedagógica entre professores e alunos através de computador.
Permite ainda aos encarregados de educação a consulta dos trabalhos e das classificações dos seus filhos, bem como a ligação em rede de todas as escolas participantes no projecto.
Com o apoio da Microsoft Portugal e no âmbito do Protocolo Partners in Learning, inicia-se no ano lectivo de 2004/2005 uma experiência-piloto que envolve 17 escolas dos Açores.
Estamos certos de que este instrumento de aprendizagem irá contribuir com sucesso para uma inovação pedagógica sem precedentes nas escolas dos Açores."


A "primeira pedra" foi lançada a 24 de Março de 2004. Prestes a completar 3 anos este inolvidável "projecto-piloto" ainda continua (?) na fase de pilotagem. Para quem toma por comparação os projectos open-source das cidades de Munique, Vienna e do "próximo" Ministério da Justiça, onde se pode falar de dezenas de milhar de máquinas a MIGRAR de um sistema proprietário para SL, com este projecto-piloto em que a M$ Portugal se envolveu directamente, deve com toda a certeza fazê-lo rebolar de divertimento. Isto sem falar dos €€€ até agora investidos à custa dos nossos depauperados bolsos. Para mim, o dinheiro que aqui foi gasto, não dá qualquer espécie de gozo nem me dá para divertir, antes pelo contrário dá-me é vontade de chorar.

A minha pequenina experiência não é nada comparada com os supra-sumos da M$, que conseguiram esta proeza dentro dos seus próprios sistemas proprietários, nem tampouco com a propalada, leia-se publicitada, deste tão divertido anónimo. Todavia, apesar da minha minúscula experiência, a minha dignidade nunca permitiria qualquer coisa deste género.

Como pode ver, amável e divertido anónimo, por aqui não faltam nem faltarão motivos de divertimento.