A UE pretende ver o "software" e respectivos fabricantes responsáveis pela segurança e eficiência dos mesmos.
Um dos aspectos que até hoje ainda não tinha compreendido é a razão porque o utilizador é obrigado a levar com tudo e mais alguma coisa em cima sem que os fabricantes se responsabilizem pelo facto. Notório tem sido o último ano em que milhões de computadores sofreram ataques sem que uma única voz se tenha levantado a dizer - BASTA!
Claro que a grande maioria dos fabricantes se protege invocando a respectiva EULA ou algo do género mas se tal Lei vier a ser aprovada esta manobra deixará de ter qualquer valor legal.
Como é óbvio, muitas organizações tentarão contrariar esta proposta como é o caso da BSA onde se encontram "associados" Microsoft, Apple e IBM.
Pudera!
O que acho mais interessante é a posição desta talde BSA:
""Digital content is not a tangible good and should not be subject to the same liability rules as toasters," Francisco Mingorance, BSA director of public policy told ZDNet UK on Thursday. "Unlike tangible goods, creators of digital content cannot predict with a high degree of certainty both the product's anticipated uses and its potential performance.""
Isto é absolutamente fantástico!
Se neste caso o software não é "tangível" já para as patentes é perfeitamente tangível e até chega a ganhar "corpo"!!!
Pessoalmente, sou a favor duma resolução que castigue todos aqueles que não ofereçam a garantia de qualidade dos seus produtos e quando me refiro a qualidade esta não é aquela que andam para aí a exibir do tipo ISO 9001:2000. Porém, tal como nos produtos "tangíveis", deverá ser salvaguardada a hipótese do mau uso do utilizador e/ou a adequação do hardware para o uso do mesmo. Aliás, são os próprios fabricantes quem estipulam as mínimas condições para que esse software "corra" em condições, muito embora alguns fabricantes nivelem por baixo essas mesmas condições.
Assim, vem-me imediatamente à memória o caso que acontece com os distribuidores de energia eléctrica - pagamos um serviço que segundo eles é de qualidade e existe uma Lei que os obriga a indemnizar/pagar caso esse serviço seja interrompido por culpa desse mesmo distribuidor, sendo que a bitola é o tempo de paralisação. Para salvaguarda da efectiva garantia do serviço/produto existe mesmo um mínimo em que o fornecedor não é penalizado apenas para não o "afogar" com exigências que ultrapassem o racional.
Eu sou apologista que todos os serviços cobrados sejam alvo de leis que protejam os consumidores da falta de qualidade dos fornecedores, mesmo os fornecedores de serviços não "tangíveis", inclusivé algo que proteja os cidadãos dos governantes que não cumprem com as suas promessas e que os penalizem pelos graves erros que constantemente delapidam o erário público!
Um dos aspectos que até hoje ainda não tinha compreendido é a razão porque o utilizador é obrigado a levar com tudo e mais alguma coisa em cima sem que os fabricantes se responsabilizem pelo facto. Notório tem sido o último ano em que milhões de computadores sofreram ataques sem que uma única voz se tenha levantado a dizer - BASTA!
Claro que a grande maioria dos fabricantes se protege invocando a respectiva EULA ou algo do género mas se tal Lei vier a ser aprovada esta manobra deixará de ter qualquer valor legal.
Como é óbvio, muitas organizações tentarão contrariar esta proposta como é o caso da BSA onde se encontram "associados" Microsoft, Apple e IBM.
Pudera!
O que acho mais interessante é a posição desta tal
""Digital content is not a tangible good and should not be subject to the same liability rules as toasters," Francisco Mingorance, BSA director of public policy told ZDNet UK on Thursday. "Unlike tangible goods, creators of digital content cannot predict with a high degree of certainty both the product's anticipated uses and its potential performance.""
Isto é absolutamente fantástico!
Se neste caso o software não é "tangível" já para as patentes é perfeitamente tangível e até chega a ganhar "corpo"!!!
Pessoalmente, sou a favor duma resolução que castigue todos aqueles que não ofereçam a garantia de qualidade dos seus produtos e quando me refiro a qualidade esta não é aquela que andam para aí a exibir do tipo ISO 9001:2000. Porém, tal como nos produtos "tangíveis", deverá ser salvaguardada a hipótese do mau uso do utilizador e/ou a adequação do hardware para o uso do mesmo. Aliás, são os próprios fabricantes quem estipulam as mínimas condições para que esse software "corra" em condições, muito embora alguns fabricantes nivelem por baixo essas mesmas condições.
Assim, vem-me imediatamente à memória o caso que acontece com os distribuidores de energia eléctrica - pagamos um serviço que segundo eles é de qualidade e existe uma Lei que os obriga a indemnizar/pagar caso esse serviço seja interrompido por culpa desse mesmo distribuidor, sendo que a bitola é o tempo de paralisação. Para salvaguarda da efectiva garantia do serviço/produto existe mesmo um mínimo em que o fornecedor não é penalizado apenas para não o "afogar" com exigências que ultrapassem o racional.
Eu sou apologista que todos os serviços cobrados sejam alvo de leis que protejam os consumidores da falta de qualidade dos fornecedores, mesmo os fornecedores de serviços não "tangíveis", inclusivé algo que proteja os cidadãos dos governantes que não cumprem com as suas promessas e que os penalizem pelos graves erros que constantemente delapidam o erário público!
Lido aqui.