domingo, setembro 24, 2006
ABSOLUTAMENTE INACEITÁVEL
Trata-se, mais uma vez, da escola conhecida por "Mãe de Deus", e não tem nada a ver com as obras que, finalmente, estão a ser executadas.
Tem sim a ver com o célebre caso da agressão, após o qual esta escola resolveu interditar o acesso dos acompanhantes das crianças ao recinto da escola, i.e., a partir do portão lateral, pois os outros já se encontram fechados a cadeado há mais de um ano.
Até aqui nada de mal. Só que esta resolução resultou de um acto de cobardia sem limites, principalmente pela parte da agredida, de todos os elementos da escola e da direcção desta. Num clima de medo, fecham as portas a todos, qualificando todos os pais, mães e outros acompanhantes no mesmo nível do(a) agressor(a).
Já no ano lectivo transacto, esta situação tinha levado a algumas discussões. Pessoalmente, não entendo como uma pessoa e respectiva entidade, são alvo de uma agressão e ao invés de castigar o agressor castigam os inocentes.
Agora a situação piorou.
Sexta-Feira passada, 060922, fui buscar o meu filho mais novo tendo chegado a esta escola às 12h58, um pouco mais cedo do que a hora de saída que é às 13h00. Para minha total surpresa e estupefacção encontro dezenas de crianças junto ao portão lateral debaixo de um intenso aguaceiro que entretanto se abateu. A essa hora 12h58, a dois minutos da hora de saída já estavam lá, a atentar pelo aspecto, há largos minutos. De salientar que já estava a chover há mais de 30m, embora não muito intensamente. Imediatamente acorri ao meu filho tendo-o tirado dali para fora para o interior do carro. Estava todo molhado. Não, molhado é pouco, encharcado afigura-se mais correcto, a escorrer água por tudo quanto era sítio, mochila incluida.
A acompanhar estes pequenos todos estava apenas uma auxiliar. Era esta quem controlava o movimento de saída/entrada de pessoas. Só vendo para acreditar numa coisa destas. Junto deste portão não existe qualquer protecção aos agentes atmosféricos. Os pequenos todos ali à chuva, há um bom pedaço de tempo, e ninguém a tentar fazer algo para minimizar esta situação.Com a notável excepção dessa auxiliar, parecia que não existia ninguém dentro do espaço escolar. Fiquei com a impressão que já todos tinham debandado do local de trabalho. Isto às 12h58, torno a frisar.
É assim que os (ir) responsáveis tratam dos seus assuntos:
-Primeiro, saem fora de horas, sem respeito pelos horários estipulados por eles próprios;
-Segundo, plantam as crianças à chuva sem cuidarem de qualquer tipo de protecção e cuidados;
-Terceiro, não assumem a sua posição de cidadãos ao submeterem-se à chantagem do medo através do emprego da violência física.
Sendo assim, o que estão lá a fazer?
Serão estes os educadores das futuras gerações?
É este o exemplo de justiça, moral e coragem, necessários para o fortalecimento da personalidade cívica nesta geração de crianças?
São estes os basilares protectores da saúde das crianças que andam nas escolas?
Será que querem ser agredidos mais vezes?
Não sei, mas parece que sim.
Pelo menos parem para pensar um pouco e vejam quem tem à vossa frente.
Irão ver, se conseguirem atingir mais do que um palmo à frente do umbigo, que:
SÃO CRIANÇAS!!!
Não tem qualquer culpa neste processo.
Não podem ser violentadas desta forma, devido às vossas fobias.
Maldita a sociedade que trata melhor os animais de estimação do que os seres humanos. Mais maldita é quando trata assim as suas crianças.
Entretanto, eu e a minha mulher, iremos proceder a uma série de queixas junto das entidades que possam ter alguma palavra neste processo. Já sabemos que por parte desta escola e respectiva direcção não obteremos nada. Idem, ibidem por parte da Câmara Municipal de Ponta Delgada. Esta certeza prende-se com o alheamento destas entidades pelo que tem acontecido. Se quisessem fazer alguma coisa já há muito o teriam feito. Mais uma vez a desculpa vão ser as obras. Já a sei de cor desde há 9 anos a esta parte, quando fiz queixa por causa do piso que todos os anos reclama várias vítimas, algumas até para tratamento hospitalar.
Só resta o silêncio.
Pela nossa parte, ficamos, pelo menos, com a certeza que estaremos a fazer o que está ao nosso alcance em vez de, cobardamente, assobiar para o lado.
A partir deste momento, assumi a certeza da necessidade da reforma apontada pela Sra. Ministra. Vou aguardar, ansiosamente, pelo arranque das avaliações. Agora começo a perceber o medo demostrado perante a avaliação pelos encarregados de educação. Pela minha parte, quando tal for possível, podem começar a ter medo, pois nunca poderia dormir em paz se "calasse" a minha voz perante este tipo de situações. Seria, no mínimo, um acto tão cobarde quanto o deles.
A todos os que puderem ajudar na resolução deste problema, agora que já estamos no Outono e com o Inverno à porta, ficarei eternamente grato.
SEMANA EUROPEIA DA MOBILIDADE
Esperem!!!
Todo o mundo civilizado??!!
Não!!!
Uma pequena cidade no meio do Atlântico resiste à força invasora. Através duma poção, que dizem ser mágica, esta população ganha, ano após ano, novas forças para resistir ao cruel invasor.
Encharcados desta poção, põem mãos à obra:
-Depois do bem conseguido método Castilho, esta solução alastra-se lá para os lados duma das poucas edificações onde os bardos se exibem;
-Mas faltava a cereja em cima do bolo. Com esta semana prestes de começar, a venerável chefe não deixa os créditos por mãos alheias e desfecha um fatal golpe na força invasora. Um túnel que irá trazer centenas dos ferozes e implacáveis combatentes "pés de borracha" para o centro da cidade. A simples menção a esta poderosíssima força, temida em todo o planeta, espalhou e espalhará durante muitas gerações, o terror sobre o inimigo.
A infatigável chefe deste povo após provar esta poção esqueceu-se completamente da promessa de retirar estes combatentes para locais onde não pudessem causar muito dano, substituindo-os pelos mais pacatos MiniBusix.
Entretanto, antecendendo o período de confrontos, existiu um momento de tréguas, obtusamente chamado de Dia sem Carros, onde muito diplomaticamente se transmitia:
"A iniciativa integra a semana europeia da mobilidade e vem mais uma vez aconselhar para a minimização do uso do automóvel nos centros das cidades, no caso, da cidade de Ponta Delgada."
Este período de tréguas, apelidado de dia, conseguiu ter a fantástica e impensável duração de 4 horas. (existe um link num post um pouco mais abaixo para quem estiver interessado no documento na íntegra)
Entretanto, não pensem que os esforços ficam por aqui, pois, para defesa avançada da cidade, existe a pretensão de instalar um teleférico lá para as bandas da Rocha da Relva. Este minúsculo povo, cerca de uma dúzia de aguerridos soldados, merece um milhão de at€nçõ€s por parte da toda poderosa edil. Pretendem, os chefes deste clã, com esta medida, eliminar qualquer remota hipótese de um ataque, pela periferia, do pernicioso efeito que dá pelo nome de oxigenação, provocado pelo perigoso pedestrianismo.
Quem se poderia lembrar duma coisa destas?"
Só alguém imbuído do inebriante efeito da poção mágica.
PS: No caso do teleférico, a hipótese do Nuno Barata ter provado esta poção parece confirmar-se. Infelizmente. O ambiente poderá perder, neste caso específico, uma das vozes mais carismáticas...
QUE SE PASSA COM OS ENVELOPES?
Temos novo PGR.
Finalmente, cumpriu-se a desejada saída do indesejado Souto Moura. Porém a tal "resposta urgente" nunca veio (faz-me lembrar os CTT). Conseguiu sair sem ruído, incólume e mudo.
O caso do envelope 9 encontra-se nas pantanosas repartições da justiça portuguesa.
Alguma vez verá a luz do dia?
2. Sempre me queixei dos CTT. Cobram, por um serviço da merda, um valor platinado. Atrasos e desaparecimentos são a ordem do dia. Além disso obrigam as pessoas, felizmente quase ninguém aderiu, à aposição de mais 3 números, de que nunca me lembro, no Código Postal. Dizem que é para prestar um melhor serviço, mas o número de "desaparecidos" tem vindo a aumentar. Por contraste, o código postal em países com um tráfego milhares de vezes superiores a Portugal nunca atingem o tamanho do nosso. Isto para não falar nos EUA, com um volume postal na ordem dos milhões de vezes superior ao de cá. Vem-me sempre um sorriso aos lábios quando penso em colocar a Gestão dos CTT à frente dos serviços postais dos "states". Os envelopes teriam que ter 1x2 m só para o Código Postal em Arial 9pt, demorariam meses a chegar (se chegassem...) ao destinatário e o serviço custaria tanto como por cá, i.e., um aumento de 550%!
Mas pelos vistos os CTT já tem companhia na incompetência pois, o serviço de "mail" da UE também não funciona. Só assim se compreende que uma carta de Freitas do Amaral, pretendendo explicar os voos da CIA, nunca tenha chegado ao destino. Piorou, ainda mais, com a constatação de que a segunda via tenha demorado meses a chegar a um dos destinos e não chegar a outro.
Assalta-me a dúvida se Barroso (o tal que deixou de ser durão...) se fez acompanhar de algum dos gestores do CTT?
Enfim, cartadas à portuguesa...
quarta-feira, setembro 20, 2006
"FLASH" GORDON
Mais uma vez, todos os agentes envolvidos na prevenção exageraram. O que era um furacão não passou de uma borrasca.
Tal como na história, poderíamos ser levados a pensar que este pessoal nunca acerta uma, pelo que da próxima vez não vale a pena "ligar" aos comunicados.
Um rotundo NÃO!
Nada mais errado. Este pessoal é competente, e como tal não brinca em serviço, só que a, caprichosa, natureza não (cor)responde aos tubos de ensaio da ciência.
Esta questão está de pernas para ar?
Talvez, mas é assim que eu "vejo" este fenómeno.
Espero que da próxima vez, os comunicados sejam, novamente, levados a sério e não com a leviandade do "sino já ter tocado 2 vezes" e nunca ter acontecido nada. Não só da próxima, mas de todas as "próximas" que houver.
À terceira pode ser de vez...
terça-feira, setembro 19, 2006
DIA SEM CARROS
Informam-nos acerca de tudo. E quando digo tudo, é mesmo tudo!
Por exemplo:
Aqui poderá ficar a saber, para quem ainda não sabe, quantas horas tem um dia.
Um muito, muito Obrigado CMPD e Luísa Silva.
COMO DISSE?
Bagão critica Governo e PS
Sublinho este trecho:
" Bagão Félix defendeu o sistema ministro proposto pelo CDS, que é semelhante ao que o próprio apresentou quando era ministro da Segurança Social, no Governo PSD/CDS liderado por Durão Barroso."
Não percebo!
Não foi este o modelo rejeitado pelo "seu" próprio governo?
Também não foi este o ministro que estava perto de ser rejeitado nesse ministério?
Enfim, surrealismo político...
segunda-feira, setembro 18, 2006
domingo, agosto 06, 2006
SEMANA DO MAR
O calendário deste conhecido, muitos afirmam ser à escala mundial, evento poderá ser consultado aqui (por exemplo):
http://www.acores.net/agenda/eventos.php?id=1668
Noutros tempos, passei e permaneci por lá durante esta "Semana". Num ambiente fantástico, partilhado pelos locais e visitantes numa perfeita comunhão, todos embalados pelo mesmo denominador comum - o "MAR".
É um espectáculo memorável. A não perder.
Mas, no melhor pano cai a nódoa.
Neste caso a nódoa é o hino/marcha da "Semana do Mar". Nunca acertam, o mau-gosto impera, mas este ano conseguiram ultrapassar tudo o que imaginava ser possível. Que presumível pecado (capital) terão cometido todos os que serão obrigados a ouvir esta inerrável peça?
Não dá para perceber.
A "Semana do Mar" ultrapassa tudo o que possa ser descrito. Não há nada como lá ir e assimilar a "mística" que nos acompanha em toda a cidade da Horta.
Esta fantástica "festa" não merecia tão atroz acompanhamento.
quinta-feira, agosto 03, 2006
Nós ficarem menentes...
Não é novidade. Sempre que alguém tece um comentário a corrigir algo, logo aparecem os epítetos menos desejados. Talvez seja da pressa ou da falta de TEMPO. Não interessa. É assim, e "prontes"...
Em "blog's" regionais, são bem empregues os termos regionais. Ninguém deveria ter vergonha da terra onde nasceu ou foi criado. Até aqui tudo bem, só que, os erros fazem parte do folclore a que diariamente assistimos.
Se em "blog's" não escandaliza muito, já nos OC's não se compreende nem deveria ser tolerável. Aqui a figura do Provedor é importante. Todos os OC's, a exemplo do Público, deveriam ter Provedoria "online". Mais importante ainda, a publicação das queixas não deveria passar por qualquer "filtro", pelo que todas seriam visualizadas, mesmo as que não obtivessem qualquer resposta.
Pior ainda, é quando se trata de uma "fonte" oficial. Com todo o "staff" disponível e escolhido a dedo, não se admitem erros de palmatória.
Vem tudo isto a propósito de uma comunicação do GaCS/AP datada de 27 de Julho de 2006, com o título "INTERVENÇÃO DO PRESIDENTE REGIONAL EM EXERCÍCIO SOBRE A NOVA LEI DE FINANÇAS LOCAIS".
A páginas tantas, "reza" assim:
"Não só essa situação não se irá verificar, na medida em que não haverá qualquer diminuição nas verbas atribuídas às autarquias dos Açores, como FICAREM igualmente salvaguardadas as competências e autonomia dos órgãos de Governo próprio da Região."
Não posso acreditar. Nós ficarem menentes.
Analisando, friamente, uma aberração destas, poderemos supor que:
1. Ou foi o Sr. presidente do Governo Regional em exercício, Sérgio Ávila, quem proferiu esta palavra;
2. Alguém no GaCS/AP achou que esta forma verbal seria a mais correcta.
3. Sou eu que estou errado. Existe um acordo ortográfico qualquer que desconheço, onde as formas verbais FOREM alteradas para que, desta forma, a "maneira de falar" de alguns micaelenses, felizmente poucos, seja considerada correcta.
Nos dois primeiros casos a culpa, provavelmente, não "morre solteira".
No terceiro caso, poderão assistir, gratuitamente, a uma imolação em "Praça Pública".
Vá lá, CORRIJEM lá isso, tá?
OBS: Pessoalmente, só conheço esta anomalia (sem efeito caso 3. esteja correcto) em certas zonas de S. Miguel. Poderá ser extensiva a todo o arquipélago, mas desconheço.
Como de costume, isto foi escrito à pressa. No caso de existirem erros, já sabem:
- Malhem com a força toda;
- Perdoem os meus pecados, assim como (...);
Esta pérola poderá ser vista aqui.
terça-feira, agosto 01, 2006
FÉRIAS (cont.)
No meio de tanto papel ainda resta muito tempo para a música e filmes.
No campo da música, relembrando um post de Rui Goulart em AÇORES, SA, andei pelo Jazz na companhia de Keith Jarrett, Jan Garbarek, Pat Metheny, John Coltrane, John Scofield e Miles Davis. Como nem só de Jazz vive o homem, também me "deliciei" com Pink Floyd, Roger Waters, YES!, Sting, David Sylvian, Chris Rea, Frank Zappa e Tom Waits.
No tocante aos filmes já lá vão uns tantos. O destaque vai inteirinho para o filme de animação - ELEPHANTS DREAM - http://orange.blender.org/.
Este filme criado pela BLENDER é, provavelmente, o primeiro filme a ser criado com recurso a software "OPEN SOURCE".
Não fica, porém, por aqui. O próprio filme é "OPEN SOURCE". Como podem ler nas condições, podem fazer o quiser com este filme, desde que cumpram as "ninharias" solicitadas.
Não sei se este filme já passou por cá, mas seria um óptima ideia para quem organiza festivais de animação. Não precisam de qualquer autorização. O único custo subjacente é o download.
PS: Já tinha ouvido falar acerca deste filme. O download e posterior visionamento deve-se a TUX-LINUX, pois foi lá que "vi" o endereço.
sábado, julho 29, 2006
FÉRIAS (cont.)
Não só de barco, mas especialmente na Net.
Foi, precisamente, aqui (vénia para o Sr. Dr. Hermano) que deparei com um site que não estava à espera. Já o coloquei na lista "a conselho". Trata-se de TUX-LINUX - Comunidade açoriana de Linux.
Há bastante tempo que procurava, na Net, um espaço açoriano acerca deste tema. Já conhecia alguns açorianos que "postavam" acerca do assunto, dos quais destaco Tiago Cogumbreiro, mas até agora nunca tinha visto nada igual ou parecido a TUX-LINUX. Espero que este venha a ser "o" espaço de congregação da comunidade LINUX. Não fica por aí. Este espaço não é "só" LINUX, e complementarmente abarca todo o espectro "Open Source".
Para todos os amantes da liberdade, que queiram fugir dos grilhetes da M$, aconselho:
- follow the link...
Brevemente, mais notícias. Por agora fico por aqui. Amanhã há mais.
FÉRIAS (cont.)
De seguida, porque precisava de um pouco de descanso, despachei o "Manual prático de massagem". Nem sequer o vou classificar. Só experimentando é que se acredita, e não é uma questão de fé. Terão que vir outros do mesmo género para ter uma bitola. Como término, digo apenas que FUNCIONA! (não acredito que venha a dar em filme, mas em caso afirmativo poderia ser rate Xxx).
Depois foi a vez do Tom Peters. Longe dos intragáveis "manuais" de gestão, com uma linguagem acessível, irreverrente e humorada q.b., consegue transmitir, ao leitor, um conceito (que Ezequiel me perdoe) de "ciência da gestão" muito pessoal. (****).
Consegui, finalmente, acabar a saga "Saudades da Terra". Indiscritível. Nem sei como classificar um "monumento" destes.
Em seguida chegou a vez do, agora, Magnífico Reitor da UA. O I - Poderes e instituições já andou. Vou passar ao II - Economia. Para já, só posso dizer:
- O Sr. Dr. (Magnífico Reitor) Avelino de Freitas de Meneses, sabe do que fala. Impressionante.
(cont.)
FÉRIAS
Mesmo férias, não as "outras férias".
Para mim, as férias significam TEMPO. Este bem precioso, perdido nas urbes contemporâneas, injustificadamente remetido para um lugar esquecido na escala de valores, poderá ser uma importante vantagem para os Açores, e para os açorianos, nos conturbados tempos que se adivinham. O TEMPO, uma raridade nas grandes cidades europeias, assim como o ar puro, é um produto que, por cá, temos em abundância. Poderá, bem aproveitado, ser uma das maiores exportações açorianas a breve/longo prazo.
A relegação para um plano secundário, poderá ter uma explicação nos anais da história, quando algum desmembrado mental resolveu mesclar as condições climatéricas com o tempo. Ainda recentemente poderíamos assistir ao TEMPO na TV de todos nós. Este TEMPO era o Boletim Meteorológico!
O TEMPO dá para tudo. Estudar, ler, divertir, acompanhar a prole, descansar, dormir, ouvir música, passear, etc..
Quando dispomos deste TEMPO, tudo nos parece melhor. O céu é mais azul, os passarinhos cantam melhor, a comida é mais saborosa e muitas outras coisas que deixo à imaginação de cada um. Apenas para remate, diria que até o trabalho custa menos. Sim, o trabalho, pois não poderia esquecer-me dos que aproveitam este TEMPO para trabalhar.
Estou a aproveitar todo o TEMPO disponível para actualizar a base de dados neurónica. Resolvi apetrechar-me de vários livros, comprados por um preço ridículo em diversas Feira do Livro, e meti mãos à obra. Como munições:
- Um Guia para os perplexos - E. F. SCHUMACHER - Pub. Dom Quixote;
- Em busca do UAU!- Tom Peters - Bertrand Editora;
- Os Açores nas encruzilhadas de Setecentos - Avelino de Freitas de Meneses - Universidade dos Açores;
- Manual prático de MASSAGEM - Dr. J. E. Ruffier - Litexa
(Emprestado)
- Quando é que Jesus traz as costeletas? - George Carlin - Ed. Europa-América;
(Comprados fora da Feira do Livro)
- Contos - Edgar Allan Poe - Mediasat - (num escaparate próximo de si, com a cortesia do Jornal de Notícias);
- Saudades da Terra (Livros V e VI) - Doutor Gaspar Frutuoso - Instituto Cultural de Ponta Delgada.
(continua)
segunda-feira, julho 03, 2006
CELIBATO
A vida tem coisas engraçadas, mas também tem coisas desgraçadas.
A, injustificada, inclusão do meu “nickname” (ver “post” anterior) já me acarretou diversos problemas a nível pessoal. Com estes posso eu bem, porque quem me conhece não acredita no ignóbil epíteto expresso no artigo. O pior é que jocaferro também é a abreviatura que uso profissionalmente, o que leva muita gente a conhecer-me através deste “nick”, havendo quem me trate assim nos frequentes contactos estabelecidos.
Ora, estas pessoas também leram este artigo (parece impossível a quantidade de gente que lê o que nós não queremos) e logo me transmitiram, com elevada dose de humor, que eu não deveria usar este “nick” para andar a “disparatar” na net.
Pessoalmente, nunca vi qualquer inconveniente neste uso, pois sinto-me perfeitamente à vontade quanto à natureza dos comentários e por esse motivo nunca pensei vir a ser notícia nos OC’s, e muito menos desta forma.
Assim, jocaferro vai entrar de férias durante tempo indeterminado, até as “águas acalmarem”. Após este período, decidirei a forma e o conteúdo das intervenções na “blogosfera”, pois como será facilmente deduzido, o “nick” terá que mudar numa das duas situações - jocaferro profissional versus pessoal.
A todos aqueles que me apoiaram e que me transmitiram a sua incredulidade, fica aqui patente o meu sincero agradecimento.
A todos aqueles que quiserem criticar, aqui fica este espaço sem qualquer forma de censura. Só assim conseguirei ser melhor comentador, e não um “assassino” de blog’s alheios.
…
Esta é a minha visão das intervenções que faço nos”blog’s” que leio. A minha percepção poderá estar errada, e as outras pessoas terem uma opinião completamente diferente, pelo que estão completamente à vontade para o manifestarem, aqui, neste espaço.
De qualquer forma, peço desculpa e perdão a todos os visados pela minha faceta de “blog-homicida” que, sinceramente, julgava não possuir.
Cumprimentos.
EM DEFESA DA HONRA
Após a leitura de um artigo acerca da “blogosfera”, no Jornal “Expresso das Nove”, tentei fazer chegar a minha indignação ao seu Director.
Deparei-me porém com problemas no espaço “Comente” no artigo em questão, que me responde com um erro que desconheço, pelo que depreendo que o comentário não foi enviado. Em alternativa mandei o texto por e-mail para o endereço apresentado express9@mail.telepac.pt tendo sido devolvido com a mensagem de não existente.
Pelos motivos apontados, vou usar este espaço para a legítima defesa de jocaferro, transcrevendo o texto que tentei enviar.
“Sr. Director:
Sou um leitor assíduo do Expresso das Nove, tanto na versão digital quanto na versão em papel.
Na leitura da edição da presente semana, sou confrontado, com o meu "nickname" o qual utilizo desde 1998 nestas lides da Internet, num artigo, que classifico de BOM, assinado por ISABEL ALVES COELHO, nos seguintes termos:
"A justificar esta atitude, estão alguns comentários, não identificados, menos próprios e de baixo nível. 7Even, Mitro, Ezequiel, Jocaferro e Corisco são alguns exemplos dos "nomes" que se encontram nas caixas de comentários dos blogues. Para os bloguistas, o facto destes indivíduos não se identificarem, e usarem de comentários infelizes, coloca em causa a credibilidade das suas opiniões e dos blogues."
Não me pronuncio acerca da opinião da autora deste texto, porque se trata de uma opinião pessoal, que respeito, mas gostaria de chamar a atenção (ou usar do “contraditório” como agora se usa…) acerca do seguinte:
1. jocaferro = JOsé CArlos FERnandes ROcha;
2. Não comento anonimamente como afirmado, pois todos os comentários por mim enviados para os blogs, sempre como jocaferro, contém a ligação ao meu blog em "Homepage". Bastaria à autora clicar neste link, e seria automaticamente endereçada ao meu blog o qual contém informação detalhada acerca de quem eu sou;
3. O procedimento mencionado no ponto 2., é o mais ético e correcto possível na blogosfera, como poderão observar nos Termos e Condições de acesso, o que a autora do texto parece desconhecer;
4. Como não quero ser juiz em causa própria, convido V. Exa. a ler alguns dos comentários escritos por mim, no :Ilhas ou no Foguetabraze, e tirar as suas conclusões, acerca da qualidade dos comentários. Permita-me que lhe proponha o "post" de Nuno Barata - "Petulância de pensar", acerca do livro de Jonathan Wolff - "Introdução à Filosofia Política, onde discuti alguns assuntos com o Sr. Ezequiel, e daí tirar as ilações que achar conveniente. Noutros comentários, apesar do tom jocoso com que foram elaborados, poderá também reparar que nunca faltei ao respeito a ninguém, nunca usei palavrões, nem nunca "fugi" do tema do "post", e que quando o faço, por achar pertinente, peço desculpa pelo "off-toppic";
5. Ainda acerca do tom jocoso, a articulista também o mencionou, e bem, pelo que conta com o meu apreço, com as seguintes palavras:
“Com humor, sátira ou seriedade, a natureza dos comentários diverge, consoante os temas em debate.”;
6. Ficaria muito agradecido caso visitasse o meu blog - http://www.bitate.blogspot.com/. Também aí poderá constatar que a acusação de que sou alvo, não tem qualquer razão de ser;
8. Poderá também contactar os bloguistas em questão e constatar que a “censura” nunca foi usada para comigo, nem tampouco, qualquer chamada de atenção por parte dos mesmos, pelo que não compreendo a citação ao meu “nickname”.
Pelos motivos apontados, os quais denotam uma falta de cuidado no que a mim diz respeito ou de desconhecimento das lides bloguistas por parte da autora do texto, venho solicitar a V. Exa. se digne "reparar" a falha cometida, com a reconhecida hombridade que muitas vezes vi espelhada nesse Jornal. Também ficaria agradecido, que a Sra. ISABEL ALVES COELHO, se pronunciasse acerca do que achou mal nos meus comentários, afim de os evitar no futuro, e constituir assim uma mais-valia aos comentários na blogosfera.
Peço desculpa por eventuais erros neste texto, devido à celeridade com que o elaborei.
Melhores cumprimentos.”
segunda-feira, junho 26, 2006
Ai S. João, S. João...
Há alguns anos atrás, na minha mocidade, ia no dia de S. João para a cidade do Porto, numa correria desenfreada, gozar do genuíno espectáculo que era o S. João no Porto. O mais democrático dia de Portugal, em que toda a população vinha à rua, em que o alho porro (anterior aos ridículos martelinhos) batia indiferentemente nas cabeças do rico e do pobre, do patrão e do empregado, do polícia e do ladrão, do governante e do POVO.
Regressava a casa, estoirado por noite e dia de folia, com a amargura do “S. João já se acabou” mas também com a esperança “para o ano há mais”.
Hoje, à distância de muitos quilómetros, assistindo ao deplorável espectáculo com que a RTP me brindou, fiquei com a ideia que o “meu” S. João tinha acabado.
Tinha acabado??!!
NÃO!
O irredutível que vive dentro de mim não quer acreditar, e começa a telefonar (sim, telefonar, porque não gosto de “telemovar”…). Telefonema para um, telefonema para outro, e começam a chover, na minha caixa de correio electrónico, imagens e filmes do verdadeiro S. João.
Ah, o “meu” S. João ainda existe!!
Afinal, o programa da RTP era apenas uma partida de muito mau gosto.
Depois meditei e cheguei à conclusão que o Porto já não era o Porto que conhecia. Esse Porto nunca permitiria uma “chungalhada” / “chungalheira” destas!
Toca a telefonar.
Sou de novo brindado com imagens e filmes acompanhados de narrativas acerca do local onde a festa se passou (e ainda passava…), onde os odores da sardinha assada, manjerico, alho-porro e hortelã se misturam. Sim, a festa não é nada sem uma boa sardinha assada assente numa fatia de pão de milho (de "Avintes" dizem) com uma malga de caldo verde regados , abundantemente, com sumo de uva fermentado (a cerveja fica para depois...).
Ora, aí está, a festa não mudou de sítio. A medíocre RTP, apenas abandalhou um pequeno espaço dentro da Festa, ao mesmo tempo que inundava de lixo a casa de muitos portugueses. Nem o fogo-de-artifício conseguiram transmitir “au naturel”. A autarquia local, também imbuídos do espiríto "pimba", colaborou, colocando palcos, nos espaços mais pitorescos, para a actuação daquilo que pior se faz quer em Portugal quer vindo do outro lado do Atlêntico. Dizem-me os amigos que os martelinhos abafavam a porcaria debitada em Watt's desperdiçados. Só por isso, benditos martelinhos...
A “pimba” RTP, não se apercebeu que o S. João no Porto não tem nada a ver com o Santo António de Lisboa. A falta de cultura grassa como erva daninha, e neste caso nem o "Gramoxone" nos salva.
São estas cabecinhas de alho chocho, pagas a peso de ouro, que nos fazem chegar às nossas casas este tipo de programas.
Pensava que nada mais me admiraria, depois de assistir à cabecinha mais oca de todas as televisões apresentando e moderando um programa onde seria exigida alguma (ALGUMA!) cultura geral (com ordenado milionário), no acompanhamento do Mundial onde não fazem rigorosamente NADA (com principescos subsídios) onde apresentam pratos requentados acompanhados de salada analista (a peso de platina), mas não, para minha estupefacção ainda restava esta “piece de resistence”. Não sei mais o que se pode esperar desta pública (???!!!) instituição.
"É fartar vilanagem !!"
terça-feira, junho 20, 2006
Lendas...
Conta certa lenda, que estavam duas crianças a patinar num lago congelado.
Era uma tarde nublada e fria, e as crianças brincavam despreocupadas.
De repente, o gelo partiu-se e uma delas caiu, tendo ficado presa na fenda que se formou. A outra, vendo seu amigo preso, e a ficar congelado, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim, parti-lo e libertar o amigo.
Quando os bombeiros chegaram e viram o que tinha acontecido, perguntaram ao menino:
- Como é que conseguiste fazer isto? É impossível que tenhas conseguido partir o gelo, sendo tão pequeno e com mãos tão frágeis!
Nesse momento, um ancião que passava pelo local, comentou:
- Eu sei como é que ele conseguiu.
Os outros perguntaram:
- E pode dizer -nos como foi ?
- É simples: - respondeu o ancião: Não havia ninguém à volta para lhe dizer que ele não seria capaz.
***
Este texto deverá ser de alguém. Desconheço, porém, o autor. Caso alguém se sinta ofendido pela cópia, agradeço o favor de me avisar. Colocarei de imediato a autoria.
A César o que é de César...
terça-feira, junho 13, 2006
Polémica - 1
Vital Moreira **
De súbito, o homem do quiosque de Lisboa a quem eu pedira os meus jornais habituais interpelou-me:
- O senhor é do Norte, não é?
Respondi-lhe que não, que nasci na Bairrada e que resido há quase 40 anos em Coimbra. Fitou-me perplexo. Logo compreendi que do ponto de vista de Lisboa tudo o que fique para cima de Caneças pertence ao Norte, uma vaga região que desce desde a Galiza até às portas da capital. Foi a minha vez de indagar porque é que me considerava oriundo do Norte. Respondeu de pronto que era pela forma como eu falava, querendo com isso significar obviamente que eu não falava a língua tal como se fala na capital, que para ele, presumivelmente, não poderia deixar de ser a forma autorizada de falar português.
Foi a primeira vez que tal me aconteceu. Julgava eu que falava um português padrão, normalmente identificado com a forma como se fala "grosso modo" entre Coimbra e Lisboa e cuja versão erudita foi sendo irradiada desde o século XVI pela Universidade de Coimbra, durante muitos séculos a única universidade portuguesa. Afinal via-me agora reduzido à patológica condição de falante de um dialecto do Norte, um desvio algo assim como a fala madeirense ou a açoriana.
Na verdade - logo me recordei -, não é preciso ser especialista para verificar as evidentes particularidades do falar alfacinha dominante. Por exemplo, "piscina" diz-se "pichina", "disciplina" diz-se "dichiplina". E a mesma anomalia de pronúncia se verifica geralmente em todos os grupos "sce" ou "sci": "crecher" em vez de "crescer", "seichentos" em vez de "seiscentos", e assim por diante.
O mesmo sucede quando uma palavra terminada em "s" é seguida de outra começada por "si" ou "se". Por exemplo, a expressão "os sintomas" sai algo parecido com "uchintomas", "dois sistemas" como "doichistemas". Ainda na mesma linha a própria pronúncia "de Lisboa" soa tipicamente a "L'jboa".
Outra divergência notória tem a ver com a pronúncia dos conjuntos "-elho" ou" -enho", que soam cada vez mais como "-ânho" ou "-âlho", como ocorre por exemplo em "coelho", "joelho", "velho", frequentemente ditos como "coâlho", "joâlho" e "vâlho".
Uma outra tendência cada vez mais vulgar é a de comer os sons, sobretudo a sílaba final, que fica reduzida a uma consoante aspirada. Por exemplo: "pov'" ou "continent'", em vez de "povo" e de "continente". Mas essa fonofagia não se limita às sílabas finais. Se se atentar na pronúncia da palavra "Portugal", ela soa muitas vezes como algo parecido com "P'rt'gâl".
O que é mais grave é que esta forma de falar lisboeta não se limita às classes populares, antes é compartilhada crescentemente por gente letrada e pela generalidade do mundo da comunicação audiovisual, estando por isso a expandir-se, sob a poderosa influência da rádio e da televisão.
Penso que não se trata de um desenvolvimento linguístico digno de aplauso. Este falar português, cada vez mais cheio de "chês" e de "jês", é francamente desagradável ao ouvido, afasta cada vez mais a pronúncia em relação à grafia das palavras e torna o português europeu uma língua de sonoridade exótica, cada vez mais incompreensível já não somente para os espanhóis (apesar da facilidade com que nós os entendemos a eles), mas inclusive para os brasileiros, cujo português mantém a pronúncia bem aberta das vogais e uma rigorosa separação de todas as sílabas das palavras.
A propósito do português do Brasil, vou contar uma pequena história que se passou comigo. Na minha primeira visita a esse país, fui uma vez convidado para um programa de televisão em Florianópolis (Santa Catarina). Logo me avisaram que precisava de falar devagar e tentar não comer os sons, sob pena de não ser compreendido pelo público brasileiro, que tem enormes dificuldades em compreender a língua comum, tal como falada correntemente em Portugal. Devo ter-me saído airosamente do desafio, porque, no final, já em "off", o entrevistador comentou: "O senhor fala muito bem português." (Queria ele dizer que eu tinha falado um português inteligível para o ouvido brasileiro.) Não me ocorreu melhor do que retorquir:
- Sabe, fomos nós que o inventámos...
Por vezes conto esta estória aos meus alunos de mestrado brasileiros, quando se me queixam de que nos primeiros tempos da sua estada em Portugal têm grandes dificuldades em perceber os portugueses, justamente pelo modo como o português é falado entre nós, especialmente no "dialecto" lisboetês corrente nas estações de televisão.
Quando deixei o meu solícito dono do quiosque lisboeta do início desta crónica, pensei dizer-lhe em jeito de despedida, parafraseando aquele episódio brasileiro:
- Sabe, a língua portuguesa caminhou de norte para sul...
Logo desisti, porém. Achei que ele tomaria a observação como uma piada de mau gosto. Mas confesso que não me agrada nada a ideia de que, por força da força homogeneizadora da televisão, cada vez mais portugueses sejam "colonizados" pela maneira de falar lisboeta. E mais preocupado ainda fico quando penso que nessa altura provavelmente teremos de falar em inglês para nos entendermos com os espanhóis e - ai de nós! - talvez com os próprios brasileiros...
• In diário português "Público" de 4 de Janeiro de 2000
** Jurista e político português
*** Cf. os textos em contraponto desta controvérsia, Contra o "sotaque único" e Crónica do Falar Lisboetês (Bis).
Já consigo "postar"
Dos vários "posts" que tinha elaborado, seleccionei este:
Um pai passeava com o seu filho na montanha, quando de repente o filho caiu, levantou-se e gritou :
- "AAAhhhhhhhhhhhhhhh!!!"
Com surpresa, ele ouviu uma voz repetir, na montanha:
- "AAAhhhhhhhhhhhhhhh!!!"
Pergunta curioso : Quem és tu ?
Recebe como resposta :
- "Quem és tu ?"
Enervado por esta resposta, ele grita :
- "Medroso !"
E ouve :
- "Medroso !"
Então ele olha para o pai e pergunta :
- "O que se passa pai ?"
O pai sorriu e respondeu :
- "Meu filho, ouve bem agora"
E ele gritou para a montanha :
- "Admiro-te !"
A voz respondeu
-"Admiro-te !"
Ele grita outra vez :
- "És um campeão !"
A voz responde :
- "És um campeão !"
O rapaz ficou admirado mas não compreendeu. Então o pai explicou :
"As pessoas perdem-se, caiem e levantam-se, é a vida. A vida devolve-te o que tu dizes e fazes. A nossa vida é simplesmente o reflexo das nossos actos. Se queres amor no mundo, começa por o ter no teu coração. Se queres que a tua equipa funcione,
começa por confiares mais em ti próprio.
Isto funciona para tudo na nossa vida.
A vida dar-te-á tudo o que tu quiseres. A vida não é uma coincidência : mas sim o reflexo do que se pensa e faz.
Atribuído a ALBERT EINSTEIN (sem certezas)