sexta-feira, fevereiro 16, 2007

CLASS SERVER

Em atenção ao amável anónimo que gosta de se divertir, aqui vai uma história que espelha exactamente aquilo que a M$ é capaz de fazer por este país à beira mar plantado. Bem neste caso não é à beira mar mas sim no meio do mar.

"
O Class Server é uma plataforma inovadora de gestão de aprendizagem que possibilita a realização de actividades lectivas em rede e a interacção pedagógica entre professores e alunos através de computador.
Permite ainda aos encarregados de educação a consulta dos trabalhos e das classificações dos seus filhos, bem como a ligação em rede de todas as escolas participantes no projecto.
Com o apoio da Microsoft Portugal e no âmbito do Protocolo Partners in Learning, inicia-se no ano lectivo de 2004/2005 uma experiência-piloto que envolve 17 escolas dos Açores.
Estamos certos de que este instrumento de aprendizagem irá contribuir com sucesso para uma inovação pedagógica sem precedentes nas escolas dos Açores."


A "primeira pedra" foi lançada a 24 de Março de 2004. Prestes a completar 3 anos este inolvidável "projecto-piloto" ainda continua (?) na fase de pilotagem. Para quem toma por comparação os projectos open-source das cidades de Munique, Vienna e do "próximo" Ministério da Justiça, onde se pode falar de dezenas de milhar de máquinas a MIGRAR de um sistema proprietário para SL, com este projecto-piloto em que a M$ Portugal se envolveu directamente, deve com toda a certeza fazê-lo rebolar de divertimento. Isto sem falar dos €€€ até agora investidos à custa dos nossos depauperados bolsos. Para mim, o dinheiro que aqui foi gasto, não dá qualquer espécie de gozo nem me dá para divertir, antes pelo contrário dá-me é vontade de chorar.

A minha pequenina experiência não é nada comparada com os supra-sumos da M$, que conseguiram esta proeza dentro dos seus próprios sistemas proprietários, nem tampouco com a propalada, leia-se publicitada, deste tão divertido anónimo. Todavia, apesar da minha minúscula experiência, a minha dignidade nunca permitiria qualquer coisa deste género.

Como pode ver, amável e divertido anónimo, por aqui não faltam nem faltarão motivos de divertimento.

17 comentários:

Francisco Costa disse...

O anónimo divertido ainda não passou por aqui...
Gostei da seguinte frase do anónimo sobre o facto da cidade de Vienna estar a migrar para software livre em que ele diz assim: "é que com ciclos de desenvolvimento de 3 meses do Oo, e deployment de 100 Mb para cada cliente em cada actualização, no ano 3000 devem ter todos os clientes migrados e na mesma versão".
Tenho que concordar com ele, é difícil manter software actualizado se de 3 em 3 meses sai uma actualização, mas se a actualização é gratuita o cliente está sempre a ganhar. Também não percebo qual o problema de existirem versões diferentes a trabalharem em conjunto, penso que o ODF veio para resolver isso, se bem que já ouvi dizer por aí que ainda falta definir umas quantas coisas no ODF.

Francisco Costa disse...

Quanto ao post actual, o que sei dizer é que conheço pessoas que trabalharam em escolas que implementaram o Class Server mas nunca ouvi falar muito pouco do projecto. O que eu gostava mesmo era de saber quanto custa licenciar o Class Server e qual tem sido o seu sucesso nas escolas Portuguesas...

jocaferro disse...

Pois também li isso.
Anda a espalhar a sua sábia experiência e sabedoria pelos "analfabetos" dos SL.
O custo terá sido elevado não só pelo software mas também pelas viagens e estadias do pessoal. Foram éne de viagens de técnicos para lá assim como montanhas de técnicos para cá.
O pior no meio disto tudo é que os "técnicos" eram das várias secretarias envolvidas no processo. Os professores nem se aperceberam do que se estava a passar, salvo raras excepções.
Foi um fartar vilanagem!

jocaferro disse...

Mas descobrir o montante envolvido deve ser difícil. Não houve qualquer concurso público e as verbas inscritas no plano não especificam o rumo dos €€€. Só escavando em todas aquelas rubricas e sub-rubricas é que se conseguirá sacar alguma coisa.
Óptimo trabalhinho para o Tribunal de Contas ou para algum jornalista mais curioso, assim tipo o nosso amigo Rui Goulart ou quiça o Rui Lucas que também é entendido nestas coisas.

jocaferro disse...

Errata: os técnicos para lá é que eram das Secretarias.

Os técnicos para cá, nem vale a pena especificar.
Ahhhh!
Para estes últimos foram uns belos dias de férias nestas ilhas de sonho!

Para os outros não sei, mas a atentar pelo resultado...

Anónimo disse...

Olá cá estou eu, sobre o Class Server nada sei, e como por norma só falo do que conheço sobre este tema nada posso dizer, mas acredito que o nosso amigo joca saiba tanto como eu, mas a diferença entre nóes é que ele fala sempre com grande propriedade de tudo o que conhece e não conhece...

Pois caro Francisco, não me quero alongar muito mas tens de entender que um ambiente empresarial de milhares de utilizadores não é o mesmo que o cenário do consumidor, por variadas razões, e o suporte é uma delas e o que representa a fatia mais significativa de tudo isto.

"Tenho que concordar com ele, é difícil manter software actualizado se de 3 em 3 meses sai uma actualização, mas se a actualização é gratuita o cliente está sempre a ganhar."

Isto é bom para ti, mas para uma organização o deployment de mais uns milhares de actualizações representa um investimento avultado, é o planemaneto, são testes, é a própria implementação e depois tens ainda de suportar os problemas que possam surgir, e tudo isto com o que custa mais em IT que é o tempo das pessoas, eu costumo dizer que só seria grátis se o teu tempo não tivesse valor nenhum... ora creio que não dev ser o caso.

"Também não percebo qual o problema de existirem versões diferentes a trabalharem em conjunto,"

Quando tens de gerir parques de alguma dimensão, a gestão da diversidade é uma coisa que vais procurar evitar, porque representa sempre mais custos... mais uma vez para ti como consumidor faz sentido, teres essa possiilidade, esse beneficio, em organizações com alguma dimensão o processo de decisão é um bocado mais complexo do que a tua decisão particular e pessoal, como deve imaginar, o que tu vês como uma vantagem evidente para ti para uma organização não o é de todo.

"penso que o ODF veio para resolver isso, se bem que já ouvi dizer por aí que ainda falta definir umas quantas coisas no ODF."

Não o ODF ainda não resolveu nada, mas agora não me apetece falar sobre isso, e deixo aqui apenas a opinião deoutra pessoa:

http://tirania.org/blog/archive/2007/Jan-30.html

Duarte Diogo disse...

Caro anónimo, quando refere "ambiente empresarial de milhares de utilizadores não é o mesmo que o cenário do consumidor", está a considerar "apenas" as actualizações que a MS lança para o Office de vez em quando, ou as outras, que lança todos os meses, e que na maioria das vezes já estão desactualizadas á partida?
Se estamos a falar de actualizações e segurança, nem é bom referir isto, pois os constantes e mesmo assim tardios updates da MS são uma dor de cabeça para qualquer administrador técnico de grandes empresas!

Quanto ao Class Server, o Mark Shuttleworth (sim, o do Ubuntu) faz mais por muito menos em http://www.schooltool.org/

Estou certo que as escolas dos Açores teriam gasto menos e conseguido MUITO mais resultados se tivessem pago a um programador durante 1 ano para colaborar no projecto. Aliás, deveriam conseguir mais, mesmo sem pagar nada, mas isto sou só eu a pensar :)

jocaferro disse...

Aqui, a grande diferença que separa estas duas ópticas é o facto de que ao gastar (é mesmo gastar) dinheiro em software da M$ não é qualquer investimento. Ao invés quando se gasta no SL investe-se em pessoas e conhecimento.
Esse é que é o grande problema.
A maior parte do dinheiro que gastamos com a M$, além de saír do país, é para gastar em processos judiciais, publicidade, panfletária de que aqui o amigo cassete anónimo é um perfeito exemplo, roubos de ideias, pressões políticas e cópianço do trabalho dos outros.
Gastar dinheiro com os cidadãos deste país e no conhecimento é sem qualquer sombra de dúvida o maior e melhor investimento que qualquer pais pode esperar.
Aliás, só Portugal é que continua a marrar com a M$. A Europa já viu isso mesmo.

jocaferro disse...

"mas acredito que o nosso amigo joca saiba tanto como eu, mas a diferença entre nóes é que ele fala sempre com grande propriedade de tudo o que conhece e não conhece..."

Desculpe, mas desde o primeiro momento o meu amigo me considera um completo analfabeto neste campo.
Repare que eu nunca pus em dúvida as fantásticas capacidades que possui. Estou completamente rendido à sua capacidade, principalmente na experiência pessoal que Vossa Senhoria possui. Realmente estou admirado que desconheça este caso.

Mas engana-se. Eu não estou a falar com toda essa propriedade.
Com toda a humildade possível, apenas coloco aqui aquilo que diverte sua Alteza. Respeitei apenas o seu imperial pedido.
Caso queira que eu passe a idolatrar a MICRO$HIT no meu blog, o seu humilde servo está ao dispôr. Também se quiser redigir o que coloco aqui no MEU BLOG faça favor.
Cumprimentos (seguido de vénia)

jocaferro disse...

Lembrei-me agora de lhe prestar a real homenagem que V.Exa. merece:

Como diz o provérbio chinês: “É melhor passar por ignorante uma vez do que permanecer ignorante para sempre”.

Passe bem.

Anónimo disse...

@Duarte
Não estava a falar dos (por agora) dos 100 Mb que tens de fazer chegar de 3 em 3 meses aos utilizadores, mesmo que não quiseses nova funcionalidade mas apenas a resolução dos problemas de segurança.

Já agora em relação ao processo mensal de anuncio e actualizações de segurança na segunda terça feira de cada mês, deixe-me dizer-lhe que é uma boa iniciativa, sabe o que lhe dá? Previsibilidade, e permite-lhe planear de forma adequada as actualizações nos seus sistemas, e fazer disso também um processo, não se esqueça que isto não é apenas tecnologia, é um triângulo formado por pessoas e ainda os processos, estes últimos
são os elementos mais fracos neste triângulo, normalmente os principais responsaveis pelo aparecimento dos problemas.

Já agora entenda que a segurança é um problema da indústria, produtos sem problemas de segurança infelizmente não existem...

Não conheço nem o ClassServer nem o Schooltool, mas fui ver as especificações e de facto se acha que o SchoolTool FAZ mais, gostaria que concretizasse melhor a sua afirmação...

Penso que nenhum de nós sabe se as escolas dos açores gastaram alguma coisa ou não, por isso, talvez não valha a pena pensar muito sobre isso, pergunte ao ministério da educação e assim talvez possa então vir aqui dizer quanto foi e se fazia melhor, isto também sou eu a pensar...

@Joca
Não entendo como é que não pode investir em pessoas e conhecimento, em plataformas como OSX, Windows, *escolha aqui a sua plataforma de eleição*...

Em relação ao facto do dinheiro da venda do software sair do país, aí tem razão (penso que deve ter sido das poucas coisas que tem dito, correcta), mas muito outro pode ser gerado por empresas portuguesas mesmo em Windows (o que aliás acontece), e esse não sai do país, mas acredito que tenha carro, televisão, rádio, etc. e imagino que não o chateie tanto essa saida de divisas...

Em relação aos roubos de ideias, diga-me lá alguém que nesta industria não o tenha já feito, e não o faça, na sua opinião o Linux e o OpenOffice são só inovação, certo...

Eu não quero que faça nada por mim, apenas goastaria que fosse rigoroso no que diz, para não desinformar, afinal esta espécie de Blogue é seu. Tem todo o direito de criticar, faça-o, mas de forma informada e não amplificando a voz de quem apenas se tenta aproveitar do desconhecimento e falta de informação de alguns.

jocaferro disse...

"Não conheço nem o ClassServer nem o Schooltool, mas fui ver as especificações e de facto se acha que o SchoolTool FAZ mais, gostaria que concretizasse melhor a sua afirmação...

Penso que nenhum de nós sabe se as escolas dos açores gastaram alguma coisa ou não, por isso, talvez não valha a pena pensar muito sobre isso"

Eu conheço o que o Class Server não faz!
Também conheço o que a M$ Portugal, eventualmente ajudada pela outra, também não conseguiu fazer.
Isso é que interessa. Além do dinheiro gasto, posso não saber exactamente ao certo mas existe por aí um número que deverá ser aproximado, este é um factor assaz importante a ter em conta.
E desculpe de pôr a vossa augusta sapiência mais uma vez em causa mas vale mesmo a pena pensar nisso!

E já agora, como já se viu que está a falar completamente de cor e que nem sequer se dignou saber algo acerca desta questão, ninguém vá ao Ministério perguntar alguma coisa. Se desejarem informações dirijam-se aos orgãos próprios desta Região Autónoma.

É só propaganda, mais nada. Se pelo menos tivesse o cuidado de estudar um pouco sobre a verborreia panfletária veria que o mundo não roda à volta da Microshit. Mas enfim, a cassete está lá e é só debitar.

jocaferro disse...

"Tem todo o direito de criticar, faça-o, mas de forma informada e não amplificando a voz de quem apenas se tenta aproveitar do desconhecimento e falta de informação de alguns."

Isto é só para acabar em beleza!

Para a próxima informe-se!

Anónimo disse...

"Eu conheço o que o Class Server não faz!"

Seria também interessante que soubesse o que faz...

"Além do dinheiro gasto, posso não saber exactamente ao certo mas existe por aí um número que deverá ser aproximado, este é um factor assaz importante a ter em conta.
E desculpe de pôr a vossa augusta sapiência mais uma vez em causa mas vale mesmo a pena pensar nisso!"

Ah então não sabe, desconfia, mas já lhe disse se lhe interessa muito investigue (era o que eu faria), e deixe de passar o tempo a fazer perguntas, para começar a dar respostas...

"Se desejarem informações dirijam-se aos orgãos próprios desta Região Autónoma."

Se calhar quem sabe ainda menos que eu é voçê, provavelmente a solução deve ter vindo do ministério não? ou agora existe assim tanta autonomia a este nivel? O CRIE existe para quê? Eu estou a fazer o mesmo que voçê, como não conheço, faço perguntas, e até parece que ando informado... mas já perguntou aos organismos dessa região autónoma, como funcionam ou funcionaram as coisas em relação a este projecto?

Até agora como lhe disse voçê em post nenhum, revela estar informado sobre o que quer que seja, perguntas faz muitas, respostas nenhumas... vai ter que começar a arranjar alguma argumentação, porque caso contrário, nem vale o tempo que perco a responder-lhe...

jocaferro disse...

Desta vez acaba de ultrapassar todas as marcas.
A região Autónoma dos Açores é precisamente isso - autónoma, e não depende de coisíssima nenhuma, nem de CRIE's nem tampouco de qualquer Ministério.

Será escusado explicar o que quererá dizer autónoma, ou não será?
O meu amigo além de ser um puto vidrado na Microshit é completamente obtuso no que diz respeito às autonomias.

Antes de se armar em burro, plenamente demonstrado pelo desconhecimento da existência um Governo Regional que tutela a área da educação, faça aquilo que anda há muito tempo a pregar:
INFORME-SE!

Tanto tempo a responder para saír uma coisa destas!

Siga o conselho de amigo:
-Vá para a escola primária outra vez. Além de não continuar a atinar com os ç, conforme já tive oportunidade de o corrigir, não conhece as mais elementares regras da democracia portuguesa.

PS: Antes de ir dar lustro aos bancos da escola primária, faça o favor de ir a um dicionário decente e procure pela palavra autonomia.

Anónimo disse...

Caro Joca o amigo começa a perder o controlo...

Mas saiba, que apesar da sua avançada idade não é o senhor que me dá lições, já que no seu caso claramente, nem para si sabe...

Em relação à autonomia, não preciso ir à procura, o senhor é que ainda não percebeu afinal o que ela significa, a Madeira também se julgava muito autónoma...
Mas não estou com isto a querer afirmar que os Açores e a Madeira não possuem uma certa autonomia, pelo menos a que lhe é permitida...

Mas já agora e como o senhor é fantastico a afastar-se dos tópicos, gostaria de lhe dizer que "embora com autonomia", as regiões autómomas vivem dentro de um determinado contexto (que é o que nos mantém todos dentro de um país chamado Portugal), por isso organismos como o CRIE, por exemplo, do meu ponto de vista podem ter um papel importante se a sua missão for cumprida:

http://www.crie.min-edu.pt/index.php?section=4

Até mesmo estendendo a sua acção às ditas regiões autónomas.

Por isso é que por aí provavelmente vão parar práticas, e soluções, que resultaram noutras localizações e poderão eventualmente ser replicadas (http://bica.cnotinfor.pt/index.php?lng=pt&pag=2&nt=194), e repare que não estou a dizer que são boas ou más, cada uma avaliará e pode decidir de acordo com aquilo que são os seus melhores interesses (essa é a tal autonomia a funcionar).

Por isso meu amigo não me venha dar lições, perguntas continua a ter muitas, respostas é que são sempre as mesmas, zero!

ah já agora deixe-me dizer-lhe, que nem insultar sabe.

Continue, porque ainda me consegue manter divertido, apesar de todos os recalcamentos que nitidamente apresenta.

jocaferro disse...

Porque esta conversa já vai longa e não há maneira de aprender que:

A autonomia não é aquilo que o meu amigo quer. É exactamente aquilo que reza a Constituição Portuguesa. E se na Constituição Portuguesa diz que as Regiões Autónomas tem um Governo próprio, totalmente soberano é porque é assim mesmo. Só uma pessoa como o meu amigo é que não consegue saber uma coisa dessas.

Aqui, como na Madeira, não há qualquer Governo Nacional, Ministério ou CRIE que mande nalguma coisa. Isso é do mais primário que há.

Principalmente no que diz respeito ao sector da educação quem não se lembra da bronca na colocação de professores. Sabe porque é que não aconteceu aqui nos Açores?
Porque, como certamente saberá tão desenvolvida mente, nos Açores o programa foi feito por empregados da Secretaria Regional e por cá os professores foram, sempre, colocados a tempo e horas.

Posto isso e como o meu amigo revela um total desconhecimento por aquilo que é mais elementar, e atendendo à sua idade mental, fico-me com umas palavras que meu pai me estava sempre a dizer:

"Nunca discutas com um idiota. Rebaixas-te ao nível dele e ele ganha-te, de londe em experiência".

Então aqui vai um insulto à boa maneira dos Açores:
Vá à bardamerda!