Este elaborado e credível estudo (ver de onde vem...), executado através de parâmetros que visam retirar parte da subjectividade apresentada por muitos outros, obtém claramente algumas conclusões que há muito praticamente todos (sensatamente) sabiam:
- "If this estimate is given a causal interpretation, it means that clicks on legal purchase websites would have been two percent lower in the absence of illegal downloading websites."
Ou seja, os "clicks" ilegais não afectam os "clicks" legais. Indo mais longe, constataram que um aumento de 10% em "clicks" ilegais originavam um aumento de 0,2% em "clicks" legais. Pode parecer pouco mas quando comparado com a mesma bitola nos legais/legais estes originam apenas 0,7%. Mais ainda, embora os 0,2% pareçam pouco o que é facto é que existe efectivamente um aumento rechaçando completamente a fórmula dos bobbys a qual apregoa que para um aumento de ilegalidade existe sempre uma diminuição nos conteúdos legais!
Outra percepção que todos com uma pontinha de inteligência tem é que a grande maioria dos consumidores (sim, aqui já não são apenas os tais "clicks"...) ilegais não tem nem nunca teriam a intenção ou possibilidade de comprar tais conteúdos legais:
- "All of these results suggest that the vast majority of the music that is consumed illegally by the individuals in our sample would not have been legally purchased if illegal downloading websites were not available to them.".
É certo que toda a gente sabia disto mas também é certo que os tais bobbys distorcem a realidade conforme lhes convém persuadindo alguns incautos governantes a irem na conto-de-vigário deles!
Para além destas conclusões existem outras de carácter cultural e de facilidade de acesso a conteúdos legais que também eram do conhecimento geral:
- "There are various possible explanations for these country differences. First, unobservable cultural characteristics could explain the use of different types of music consumption channels. Second, market forces, and in particular the limited access to legal digital purchasing websites, could influence the illegal downloading activity of consumers."
Conforme se pode ler grande parte da culpa não recai sobre os ombros dos consumidores mas sim nas práticas dos "vendedores" de conteúdos legais!
O QUE ELES NÃO QUEREM QUE SE SAIBA
Embora o documento seja extenso e com formulação que não interessa ao mais comum dos mortais se avançarmos para o ponto 5 Conclusion and Discussion poderemos ter a noção de alguns números que certos sectores não querem que se saibam, como por exemplo:
- "Indeed, digital music revenues have increased more than 1000% during the period 2004-2010, and growing 8% globally in 2011(...)";
- "Our results are in line with the findings of recent papers analyzing music piracy (Bastard et al., 2012; Hammond, 2012). Essentially these papers show that illegal music downloads have little or no effect on legal digital sales. These findings complement and do not contradict earlier research that found substantial amounts of sales displacement of legal physical music sales by illegal digital downloads.";
NOTA ADICIONAL: Este texto foi redigido de acordo com a vigência do pacto que a grande maioria remeteu para depois de 2016 se é que alguma vez o exigirão.





