quinta-feira, junho 12, 2008

"EDUCAR" A LIBERDADE!?

"We want to educate open-source developers," said Jaaksi, who is Nokia's vice president of software and heads up the Finnish handset manufacturer's open-source operations. "There are certain business rules [developers] need to obey, such as DRM, IPR [intellectual property rights], SIM locks and subsidised business models."

Ora, ora.

Mais adiante, começa a explicar este conceito e atira à queima-roupa com a necessidade da comunidade jogar de acordo com o modelo de negócios fechado e proprietário mesmo que isto vá de encontro com a filosofia do SL/A.

Quem parece que não compreender a situação actual é este Dr.. Ou seja, a comunidade do SL/A está cada vez presente na rotina diária, embora não se note à primeira vista, e a sua força não é de desprezar. Assim, querendo "educar" uma comunidade que luta pela liberdade através da imposição de modelos de negócio cada vez mais caducos não irá dar qualquer resultado.
Este Dr. esquece-se de um pormenor muito importante - a liberdade custa muito a ganhar e cada passo é uma conquista que depois de instaurada nada a fará reverter em favor da repressão que meia dúzia de velhadas pretende impor como modelo universal.

É perceptível o nervosismo que vai por aqueles lados quando começam a tentar agradar a gregos e troianos. Por um lado querem estar bem com a comunidade e por outro pretendem barricar todos os caminhos que conduzem a um Universo livre das grilhetas da propriedade fechada com o único intuito de agradar aos accionistas.

Ninguém precisa de DRM, IPR, SIM locks, etc. etc. para algo. Se é a propriedade intelectual que está em causa as licenças livres existentes chegam e sobram para tratar disso e ninguém precisa de ditaduras e polícias.

O velho modelo está a chegar ao fim. A situação actual está aí para o provar. O capitalismo desenfreado, regido pelo conceito "dinheiro é poder", levou a que todo o mundo esteja vergado sob o jugo dos especuladores remetendo as pessoas a uma situação de quase ruptura.
Soluções?
Ninguém parece ter nem sequer os governantes que se deixaram embalar pelo imposto facilitismo da economia e finanças. Neste particular, é de realçar a confusão que começa a transparecer no seio do governo português que nem a euforia do Euro consegue (já) disfarçar. Andam completamente às aranhas perdidos no meio da confusão dos números da economia, favorecendo cada vez mais o grande capitalismo e completamente esquecidos do conceito original das fundações do SOCIALismo.

Uma das maiores afrontas à dignidade humana tem passado um pouco em claro principalmente nos pasquins da imprensa escrita e na nossa ordinária TV que andam muito mais interessados em notícias sobre o penteado do Cristiano Ronaldo do que fazer verdadeiro jornalismo. Refiro-me ao acordo que alguns países da União Europeia fizeram em que é permitido às empresas fazer contratos de 65 horas de trabalho semanais. O "desde que exista acordo entre as partes, trabalhador/entidade patronal" é pura letra de música.
E para quê!?
Será que esta medida irá trazer alguma vantagem para alguém!?
Eu não consigo perceber mas estes "génios" dos números lá deverão saber porém assalta-me a dúvida que o trabalhador vai sair a perder e pela medida grande.
Também não consigo perceber como é que a praga do desemprego vai baixar com este tipo de medidas.
No fundo, os governantes não passam de meras marionetes nas mãos do capital e apenas estão lá para acatar as ordens dos imperadores do dinheiro.
Governo socialista!?
pffff...
Governista sim!
Há muito que o social desapareceu.

1 comentário:

brunomiguel disse...

Oh José, o social desapareceu? Vê os Hi5s, Facebooks e MySpaces. O social está bem vivo, só que nas redes. :P

Fora de brincadeiras: estamos na merda.